Viver como se todo dia fosse o último é uma grande cilada!

Eu odeio aquela máxima de livros de auto ajuda e gurus que dizem “viva como se cada dia fosse o último”.Quando as pessoas pensam em viver cada dia como se fosse o último geralmente fazem extravagâncias. Aquela viagem tão cara, aquela roupa caríssima, uma festa de arromba, comer porcaria. Esse comportamento, no entanto, é factível apenas para um grupo muito pequeno. Na verdade devemos viver intensamente, em primeiro lugar valorizando as coisas importantes do dia a dia. Podemos viver intensamente, comendo uma pizza na quarta feira ou indo na igreja no domingo. Abraçando um amigo ou trabalhando. Ligando para sua amada ou feliz por pegar o ônibus vazio. Não

é a situação em si e sim como ela é vivida. Ter um objetivo e pensar como realizar, já é viver intensamente. Lembra do que falei em uma das minhas colunas anteriores. O “final feliz do conto de fadas é muito chato”, o legal é a história. Posso ser feliz em minha cidade, sem nunca ter saído dela ou ter jantando em Paris. Vivo o intenso aqui. O agora. Parar de imaginar coisas mirabolantes, luxuosas ou fantásticas já é um primeiro passo para viver o presente e não projetar um futuro às vezes ou quase sempre frustrado. Podem haver momentos de jogar tudo para o alto e agir sem pensar nas consequências, mas, a longo prazo, essa atitude pode trazer prejuízos às relações afetivas, familiares, sociais e profissionais. Viver o presente nada tem a ver com “ligar o botão do dane-se”. O que é possível, o que é de direito e dever de todos nós, é que possamos viver com a intensidade, mas sempre de forma responsável.Responsável conosco, pela nossa saúde física, mental e social. Desejo a todos um lindo Natal, um lindo ano novo. (Em janeiro estarei em merecidasférias, em fevereiro retomamos a coluna).

Roberto El Check Junior escreve
mensalmente para esta coluna.
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