Adote um pet no dia das crianças

Se neste ano, seu filho te surpreendeu pedindo um bichinho de estimação no Dia das Crianças, não se preocupe! Ao contrário do que muitos pais pensam ter um pet em casa é extremamente benéfico ao desenvolvimento das crianças.

A ciência comprova que, enquanto 30% do desenvolvimento infantil é genético, 70% dependem de estímulos externos (como brincadeiras, atividades e exercícios) recebidos, principalmente, até os 3 anos de idade.  Assim, é imprescindível que os pais ofereçam oportunidades para que seus filhos, a partir do nascimento, possam desenvolver todo o seu potencial.

Segundo estudos realizados pela Comissão de Animais de Companhia (Comac) em parceria com profissionais do segmento pet, ter um animal provoca diversos estímulos e, essa convivência, é responsável por uma série de benefícios aos pequenos. Confira:

Desenvolvimento do sistema imunológico – Uma pesquisa realizada pelo Instituto de Epidemiologia do Helmholtz Centre, em Munique (Alemanha), sugere que, durante a infância, a exposição a bactérias contidas na pelagem dos cachorros pode estimular o sistema imunológico e evitar futuros problemas respiratórios como asma e rinite alérgica. Isso porque, através das experiências vivenciadas, a criança desenvolve sua capacidade de defesa contra agentes variados. Mas, para isso acontecer, é essencial que o animal esteja bem cuidado e higienizado.

Desenvolvimento físico – A presença de um pet em casa, incentiva a prática de exercícios e a realização de atividades como engatinhar, ficar em pé, andar, equilibrar, correr, desenhar, etc, O que faz com que a criança continue a executar a ação, recebendo constantes estímulos.

Desenvolvimento emocional – O vínculo criado com o animal permite que seu filho desfrute de um companheiro que sempre estará à sua disposição e que o aceita incondicionalmente. Os amigos peludos fazem a criança sentir-se mais segura, confiante, valorizada, útil e importante. Além disso, se ela for responsável por cuidar do animal, irá se sentir competente de maneira muito mais complexa do que quando aprende a fazer coisas da vida diária.

Desenvolvimento social – Até os cinco anos de idade, a comunicação infantil é prioritariamente não-verbal, tornando-se extremamente bem sucedida quando realizada com animais, já que estes se comunicam da mesma forma. Assim, a comunicação acontece de maneira recíproca e, como o pet reage a todo tipo de estímulo, a criança percebe uma troca de cuidados, uma vez que o pet demonstra carinho nos atos positivos e rejeição em atos que venham a desagradá-lo.

Ao permitir que a criança tenha a oportunidade de conviver com animais de companhia desde pequena, os pais estão proporcionando ao filho uma maneira extraordinária de experimentar o mundo físico e social, consequentemente, estimulando habilidades motoras, cognitivas e emocionais, por meio do vínculo afetivo com o pet.  Além disso, essa experiência pode ser maximizada se a escolha do animal incluir toda a família.  Dica: Reúna a criançada e escolha um cachorrinho que combine com vocês! Com certeza não vai se arrepender e esse Dia das Crianças irá ficar marcado pra sempre!

Fonte: Net 

Antes de levar um cão ou gato para casa, veja o passo a passo dos direitos e deveres do dono:

 

Os vizinhos concordam?

Não se trata de pedir permissão, mas saiba o que o seu vizinho pensa a respeito. Isso evita brigas e casos de intoxicação, diz Karina Ferreira, responsável pelas adoções da ONG Amigo Animal. “A pessoa pode morar em um terreno compartilhado ou em apartamento alugado, cujo prédio não permite animais. Conversar antes facilita”, diz.

Você se dispõe a passear?

Independentemente de morar em casa ou apartamento, se o bicho é de grande ou pequeno porte, ter tempo e disposição para passeios é fundamental. Um cão precisa de, no mínimo, dois passeios por dia, de uma hora cada, para gastar a energia acumulada. “Mesmo quem mora em casa e tem quintal grande deve fazê-lo, principalmente com cães adultos, que ficam mais preguiçosos com o passar do tempo”, diz Karina.

Esse bicho cabe no bolso?

Não é porque está adotando o animal que o restante será de graça. “Ele precisa de vacinas, ração de boa qualidade e atendimento médico veterinário frequente”, diz Cristina Bresser, uma das fundadoras do grupo Animalia Curitiba. Coloque no papel os gastos: filhotes tomam três doses de vacinas (algumas ongs entregam vacinados e castrados). Depois, anualmente, a antirrábica ; uma visita ao veterinário por ano, pelo menos; e rações mensais de qualidade.

O porte importa?

Adotar e devolver seis meses depois porque o cão cresceu é algo recorrente. Cães de rua normalmente chegam a um porte médio ou grande, de 10kg, 15kg a 20kg. “Ele vai crescer, mas não dá para garantir o quanto. Depois que crescem e são devolvidos, ninguém mais quer”, diz Karina.

Pode ser um adulto?

O filhote morde, lambe, reage de forma imprevisível, enquanto um cão adulto tem o porte e o temperamento formados. “Cães adultos são delicados com crianças. Ter o temperamento definido é tão importante quanto o porte dele, especialmente se a pessoa mora em apartamento”, diz Carla Moraes, do grupo Tomba-Latas.

Todos sabem e estão ansiosos com a adoção?

Se o animal for um presente para as crianças ou para alguém da família, não adote. “Criança não vai cuidar sempre, pois um amor de vida inteira não surge da noite para o dia. Se toda a família não estiver de acordo, o animal vai ficar preso em um canto”, alerta Karina. A adoção de um animal de estimação tem de ser consenso entre mãe, pai, filho e quem mais for conviver com o bichinho, e é recomendável que ninguém seja pego de surpresa.

Por quanto tempo vivem os pets?

A média de tempo de vida de um cão é de 15 anos, gatos chegam a 18 anos ou mais. Todo mundo sabe, mas muitos parecem não perceber que cachorro e gato são seres vivos, que também vomitam, fazem xixi, cocô, têm diarreia, sentem dores, precisam de remédios, ração de qualidade, carinho e atenção.

Fonte: Net

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