A FÉ QUE OPRIME É A MESMA FÉ QUE LIBERTA?

DESAFIOS PARA COMBATER A INTOLERÂNCIA A DIVERSIDADE RELIGIOSA NO BRASIL

“É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã, porque se você parar para pensar, na verdade não há”. RENATO RUSSO

Para Edward Guimarães a espiritualidade libertadora é aquela que provoca abertura ao diferente, que nos faz acreditar no caminho do dialogo e não da violência ativa, e que alguns critérios e Desafios tem que ser seguidos para uma espiritualidade libertaria e democrática, devemos sempre estar atentos a nossa vida de relacionamentos, de fé, de oração, de religião, e da família. Neste sentido sempre estar atentos a que Jesus prega “Vigiai e orai para que não entreis em tentação. O espírito está pronto, mas a carne é fraca” (Mateus 26, 41-42).  Ou seja, guardar, velar e observar atentamente. A provocação nesta matéria é, Será que a Fé Libertadora está sendo respeitado em defesa da democracia, da sociedade pautada pela justiça, o combate ao extermínio de jovens negros, o combate à violência sexual, inclusão e reconhecimento de todos os povos não importando sua etnia, o cuidado com a casa comum, a Violência contra a mulher, sexualidade de generos o menor abandonado, moradores de rua, outras religiões.  Quando o amor não é elevado como critério maior e ético, tendemos perder o foco e a centralidade do que buscamos. E vem a pergunta que não quer calar… SE O ESTADO É LAICO…NÃO DEVERIA TER  INTOLERANCIA E DISCRIMINAÇÃO RELIGIOSA...OU SEJA..O  MEU DEUS É MELHOR DO QUE O SEU DEUS?  SÓ A MINHA RELIGIÃO É A VERDADEIRA? Para ser libertadora não pode ser alienante e nem opressora alguns critérios tem que ser levado em conta:

A beleza do Pluralismo: Não podemos conceber o Pluralismo como ameaça, seja Pluralismo Cultural ou Religioso. Somos diferentes e singulares e por isso temos que defender que somos todos iguais, em dignidade humana e espiritualidade. Encantar-se com a diferença, não ter medo de aproxima-se e aprender com o outro.

 Alteridade: Da não negação do outro. Uma espiritualidade libertadora não pode nos fazer ingênuos e que olham para os outros somente a partir de si mesmos, é importante cultivar a abertura de coração e lucidez, ética e para defesa do direito que o outro tem que é a diferença.

Da logica Dialógica: Da não violência do dogmatismo do fundamentalismo. A opressão, a violência, discriminação, direito ter voz e vez, que o caminho do dogmatismo e da imposição do fundamentalismo não liberta, só infantiliza, adoece e oprime.

A Humildade Aprendiz: Dizer não a toda forma de arrogância. A espiritualidade libertadora nos leva a lutar contra qualquer tipo de arrogância que assume a logica da dominação, ela nos leva a vestir a sandália do aprendiz da humildade.

Opção pela centralidade do empobrecido ou do que esta a margem do caminho: Da não neutralidade da ética. A espiritualidade libertadora ela nunca é neutra. Leva para o lado das vitimas, a dar as mãos aos movimentos sociais e ecológicos, e perseverar pelas lutas de dignidade da vida contra todas as formas de exclusão social. A Fé é uma maneira de ser. No mundo que forma o ser. E que desafia o ser.  A espiritualidade não é propriedade privada da teologia cristã. Podemos ter varias maneiras de visão sobre as religiões, aceitar as diversidades, judeus, espiritas, candomblé e muitas  outras religiões, podemos habitar no mesmo espaço físico ou social sem descriminação. A espiritualidade é necessária a todos os seres humanos, independente de sua crença, só ocupar os espaços não é o suficiente, é momento de revitalizar e ter um olhar para alcançar outros que se perderam no caminho. A Fé libertadora é uma Fé que abraça o mundo. Que não quer converter o outro. Trazer a Fé ao publico. Fé na Vida. Fé no Homem. Fé no que Vira. A Fé é um desafio. Não só pregar a Fé para os convertidos, ir além dos muros das diversas igrejas, na nossa casa para quem não frequenta nenhum desses espaços, leve liberdade e libertação ao mundo. O grande desafio é radicalizar a democracia, vamos sair da nossa zona de conforto sem construir espaços democráticos. A Fé que oprime esta aí, em movimentos que naturalizam a violência, homofobia, teocracia, fascismo, machismos e racistas. Com a luta pela construção de um estado Laico para os diversos povos nos quais se asseguram a liberdade, respeito e reconhecimento das varias relações com o sagrado e suas manifestações tendo em vista as desigualdades culturais. Os nossos corpos se libertam, dançam e sambam em busca de fé que liberte e uma espiritualidade que não oprima.

Colaboração:

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