COMO ESCOLHER O SISTEMA DE CÂMERA PARA O SEU CONDOMÍNIO

A vida de sindico não é tão fácil como algumas pessoas pensam. Administrar recursos de um condomínio exige muita responsabilidade e podem provocar problemas judiciais futuros. A contratação de produtos e serviços é uma tarefa delicada, pois tem que atingir o objetivo com o melhor custo possível e, muitas vezes, o melhor custo não está no mais barato e sim no mais eficiente.

Observando os noticiários verifica-se que a maioria dos crimes estão sendo elucidados com o apoio de imagens produzidas por sistemas de câmeras e este tipo de equipamento além de ajudar na identificação dos culpados contribui para a prevenção. Quando o marginal está avaliando o local para a sua ação, certamente vai levar em consideração a existência de sistemas de monitoramento por imagens.

Neste contexto cria-se nos condomínios a demanda por sistemas de CFTV e vem à dúvida, qual equipamento escolher?
Caso algum instalador venha oferecer equipamento analógico (resolução medida em números de linhas), fuja dele imediatamente. Esta tecnologia está no final do seu ciclo e, para a maioria das aplicações, já é considerado lixo eletrônico. Hoje temos no mercado sistemas de alta definição que são HD que corresponde a 1.0 MP (Mega Pixel) e Full HD que é de 2.0 MP. Para uma instalação condominial o ideal seria de 2.0 MP ou superior. Tendo em vista que as câmeras com esta resolução custam mais caro, podemos economizar usando-as somente nos pontos críticos como portão social e de garagem, mas para isto, o gravador de imagens (DVR) tem que ser Full HD e realmente gravar em 2.0 MP.

Entre um sistema com muitas câmeras e baixa qualidade e um com poucas, e alta qualidade, prefira sempre o segundo. É melhor uma ou duas câmeras que realmente possibilite a identificação que dezesseis que não servem para nada.

Falamos da resolução que hoje é medida em Mega Pixel, mas temos que observar sobre a tecnologia de transmissão destas imagens. Hoje a tendência é a IP que, a grosso modo, se caracteriza pelo uso de cabos de rede e cada câmera funciona como se fosse um computador fazendo o processamento das imagens e enviando-as em forma de pacote de dados para o gravador ou diretamente para a internet. No sistema tradicional todos os cabos das câmeras tem que chegar até o gravador de vídeo e no sistema IP basta chegar a um ponto de rede o que torna a instalação mais flexível e facilita as ampliações futuras. Para condomínios é a tecnologia mais adequada tendo em vista a sua capacidade de integração com outros equipamentos que poderão ser adquiridos pelo futuramente como, por exemplo, videoporteiro IP e contratação de Portaria Virtual.

Outra dica importante é quanto a escolha do HD (Hard Disk) ou disco rígido onde as imagens são armazenadas. Escolha discos de boa qualidade e com a capacidade adequada ao número de câmeras do sistema. Discos de 1T (um terá byte), para sistemas com resolução HD são adequados para instalações de 01 a 04 câmeras. Os de 2T até no máximo de 16 câmeras. Sistemas Full HD o ideal é a utilização de HDs de 3T ou superior.

Agora não adianta ter o melhor equipamento do mundo se na hora de instalar você contrata um profissional que não tem as técnicas e táticas necessárias para a atividade. A avaliação de risco, orientação quanto ao equipamento, escolha do lugar certo, altura adequada para cada câmera é fundamental para que se alcancem os objetivos desejados.
Como a responsabilidade para a escolha do sistema é muito grande, sugiro que o sindico crie uma comissão para verificar as propostas e esta reúna com os representantes das empresas para tirar dúvidas e avaliar caso a caso.

AGNALDO LIMA DE BARROS, CEL QOR PMMG
Especialista em Segurança Pública
Especialista em Segurança Eletrônica
Consultor de Segurança da Empresa RASTRÔNICA

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