Cientistas desenvolvem ferramenta para regular “cérebro” do sistema imune

Um estudo publicado nesta segunda-feira revelou que um grupo de cientistas da Universidade de Nova Gales do Sul (UNSW), na Austrália, desenvolveu um sensor para medir a interação eletrostática da membrana da célula T, responsável por coordenar a resposta imune celular, que ajudará a entender melhor sua defesa diante de ameaças.

Os linfócitos T, como também são conhecidos, são o “cérebro” do sistema imunológico e é importante saber como percebem e respondem os antígenos, a substância que desencadeia a formação de anticorpos. Atualmente, se desconhece como a ligação do antígeno aos receptores da célula T desencadeia uma resposta de ativação intracelular. Também não se sabe as causas pelas quais o receptor da célula T não dá sinais se não está ligado aos antígenos, explicou o comunicado da Universidade.

Neste processo de resposta perante as ameaças imunológicas, as interações eletroestáticas tem um papel importante entre as proteínas (o receptor) e a membrana do linfócito T. Para medir estas interações, Yuanqing Ma, estudante de doutorado na UNSW, e uma equipe desta instituição desenvolveram um dispositivo para medir o potencial elétrico da membrana plasmática, o que permitirá entender como funcionam as células T.

O novo dispositivo “pode medir pequenas cargas nas células vivas e isto nos permite saber como o ambiente da membrana afeta os receptores da célula T e por que dá ou não apontes”, explicou Ma, autor do artigo publicado na revista “Nature Biotechnology”, com Katharina Gaus, da UNSW.

Katharina, subdiretora do Centro de Excelência da Imagem da UNSW, destacou que a pesquisa ajuda a entender como é regulada a ativação da célula T.

Os cientistas vão focar através do desenvolvimento da nova ferramenta em entender melhor como começam e se regulam as sinalizações das células T.

Colaboração:
Roberto El Check (arjuna) – personalyogabh.com.br – 31 98876 7090

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