SINDROME DO PÂNICO

Estamos numa era de muito estresse e muita insegurança isto é, muito desgaste e muito medo.  O medo tem sido um sentimento extremamente presente, especialmente para as pessoas que vivem nas grandes cidades.  Neste contexto é natural que a dificuldade de lidar com o medo apareça como uma das expressões das fragilidades individuais.

Falando de uma forma Gestáltica: se o medo tem estado muito presente como fundo para as experiências humanas atuais é natural que ele tenda a se fazer figura.  Especialmente se associado a isso, as pessoas já estiverem vivendo um nível de desgaste excessivo, como tem sido quase que um padrão em nosso momento atual.

Alguns autores explicam a crise de pânico como uma falha no sistema de alarme do indivíduo, que dispara sem motivo.  Discordo deste ponto de vista simplesmente porque a partir do momento em que a pessoa abre o quadro de pânico, isto é, tem a primeira crise, ela passa a ter motivo para ter medo sim!  Existe uma ameaça real! Na medida em que uma pessoa que tenha o mínimo de inteligência vivencie uma primeira crise de pânico, ela automaticamente aprende que existe esta possibilidade e que é uma possibilidade muito ruim e paralisadora.  Então, ela tem um motivo muito forte para ter medo.   A ameaça existe apesar de não ser visível para os que estão ao redor.  E pior, a ameaça está dentro da própria pessoa.   Ela não tem esconderijos, não tem como fugir.  Quem tem uma fobia específica, quando evita o estímulo fóbico, se sente aliviado.  Por exemplo, quando alguém tem medo de elevador e consegue evitar o uso do elevador pode fugir do medo.  No caso do quadro de pânico os estímulos fóbicos são as próprias sensações físicas.  O disparador é interno.   É uma espécie de medo de ter medo.  Não se tem como fugir das próprias sensações físicas.

A crise de pânico se dá a partir do entrelaçamento de pensamentos e sentimentos.   À medida que a pessoa tem a primeira crise e aprende que pode ter uma vivencia tão sofrida, ela começa a ter medo de ter as crises.  Ela passa a ter medo de ter medo.    Com isso surge uma espécie de reação em cadeia.   Uma espécie de espiral viciosa na qual a pessoa passa a identificar praticamente qualquer sensação interna como indício do início de uma crise.  A capacidade de pensar termina sendo usada, pelo indivíduo para tirar sua própria segurança, ao invés de possibilitar a busca de suporte.  A pessoa por estar com medo, vai criando um filme de terror na própria cabeça, imaginando os possíveis desdobramentos do que está sentindo.  As fantasias mais comuns são de morte ou loucura eminentes. A insegurança em relação ao instante seguinte é assustadora e quanto mais aterrorizantes são as cenas imaginadas, maiores as alterações fisiológicas resultantes.  Quanto maiores as alterações fisiológicas, mais nítida é a confirmação da presença da crise, maior o pavor, maiores os motivos para fantasias sobre o que pode acontecer no instante seguinte, e assim sucessivamente.

O Tratamento para cura da SIndrome do Pânico , na visão da naturologia , tem como base requilibrio do Ser integral e multidimensional visando os aspectos físicos, emocionais, energéticos, mentais e espirituais que compõe o homem- espirito.

Como Naturologa que sou, acho muito mais efetivo um tratamento natural, a base de Florais , aplicação de reike,  re-educação em hábitos e costumes, melhoras do descanso, desintoxicação (natural) e re-equilíbrio emocional, a meio prazo. Não existe uma cura rápida para essa situação, nem possui uma etiologia definida… depende de cada indivíduo. Mas, um diagnóstico personalizado e a perspectiva de um tratamento holístico, Eu, pessoalmente, acho muito mais eficiente .

Naturologa e Terapeuta Holistica : Jussara F. de Oliveira

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