Chegou 2018 – Devemos renovar as esperanças

Até mesmo, por uma questão de formação profissional na Polícia Militar de Minas Gerais, nos preocupa a questão da Defesa Social como um todo. Inegavelmente, considerando as falhas do sistema e a valorização do levar vantagem, somado a mais que difundida malandragem do jeitinho brasileiro, valorizados e cantados em versos, como se fosse uma das características fundamentais de nossa cultura, sabe-se muito bem que, cada vez mais, apesar dos esforços do policiamento ostensivo, que a criminalidade, violenta ou não, marcou os seus tentos em 2017. A este panorama, soma-se a permissividade, a leniência e as ideologias, ditas modernas, avançadas, que rotulam a tudo e a todos que não as professam de retrógrados, mas, que também têm muito discurso e pouca efetividade na apresentação de soluções para estes problemas. A imprensa, cumprindo o seu democrático papel de divulgar, enche os lares brasileiros das chamadas notícias policiais, ora versando sobre as grandes propinas, subornos e calotes, ora tingindo nossas salas com o vermelho do sangue derramado pelas vítimas e algozes do crime violento, cada vez mais organizado.
Paralelo à crônica falta de recursos que apequena os órgãos da segurança, seus integrantes que pertencem ao mesmo tecido social das comunidades, convivem com os gravíssimos defeitos delas e, vez por outra, atraídos pelo falso brilho do ouro, convivendo com a impunidade reinante, se deixam seduzir e enveredam pelas tortuosas trilhas do ato criminoso. Nestes casos, deixando de lado o corporativismo, cortar na própria carne, extirpando o mais rápido possível do organismo sadio estas metástases, é imprescindível, sob o risco da contaminação do todo. Ainda, nestes casos, a leniência e a morosidade da justiça cobra pesado tributo, que pode resultar na contaminação de outras partes sadias da instituição.
Nas ruas das metrópoles, das antes tranquilas cidadezinhas, nos sítios e fazendas, campeia solta a violência criminal, que, repercutida pelos órgãos de comunicação, produz a síndrome da insegurança pública, fazendo com que as pessoas honestas se enclausurem atrás de grades e muros. O crime bem armado, ousa sempre mais. As pessoas desarmadas, são vítimas indefesas.
O que fazer, quando parece não haver saída, quando as possíveis portas vão se fechando. A maior e mais efetiva arma que possui a sociedade é a esperança. Na democracia, soma-se a ela o poder do cidadão expressar a sua vontade pelo sagrado voto. Não que esta dupla bendita possa resolver tudo, num passe de mágica. Porém, utilizando-a com sabedoria e prudência, abrir-se-ão os caminhos para uma vida melhor.
2018 é chegado. No meio das incertezas, bandeiras serão erguidas, prometendo revanches e soluções, até mesmo de ódio, para tudo o que nos perturba. 2018, é chegado. Se soubermos avaliar os prós e os contras, controlando os primeiros impulsos, com certeza este ano será o ano de grandes mudanças. Comece por escolher bem quem vai representa-lo. Aposte no novo contra os que se aboletam do poder político por longos e longos anos. Use com este critério o seu direito de escolha. Não perca as esperanças. Acredite, somos ainda a maioria. Na democracia isto vale. 2018, com certeza, o ano da virada, será um ano melhor.    

Colaboração:
Deputado Estadual Coronel Piccinini
Especialista em Segurança Publica e presidente do Clube dos Oficiais da PMMG

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