VI A MINHA IMAGEM NO ESPELHO COM ALZHEIMER

Em nossa fase de criança a noção do ambiente que nos cerca é que sempre seremos felizes para sempre. A curiosidade que se tem nessa época da vida nos preenche e satisfaz. Tudo para uma criança é novo, um aprender sem fim. E isto é muito bom !

Quando se tem consciência das fases de nossa vida e as limitações de cada uma delas transcorremos com fluidez por elas. Assim, o tabu de envelhecer e esquecer as coisas e lembrar somente o que é necessário para continuar vivo deve ser debatido sem medo.

A vida moderna nos cobra atividades que tomam nosso tempo, aliados a núcleos familiares pequenos não fica disponível para cuidar. Quando em um peculiar momento de nossas vidas, além da chave que não sabemos onde colocamos, não reconhecemos o rosto daquela pessoa que entra todos os dias nesta casa, a “ficha” de nossa percepção já não tem nem onde cair.

Já convivemos com parentes ou entes queridos em nossas casas com envelhecimento do corpo, e em alguns casos raros com a mente ainda ativa. Esta não é a maioria dos casos. Os esquecimentos que vemos em nossa fase de deterioramento de nossas funções mentais vão além das chaves, passando por: o que comi ontem ou hoje cedo, se é de dia ou de noite, por que que tem que tomar banho, ou por que não me levam para “minha casa”!

Os avanços da medicina e dos remédios tem proporcionado o prolongamento das funções vitais de nosso corpo. Entretanto, ainda não há respostas para o deterioramento de nossa mente. Então, mesmo com a vitalidade do corpo, mas sem lembrar até quem somos ou como e por que fazemos as coisas do cotidiano. Quando ficamos dependentes para resolver as tarefas do dia a dia, alguém tem que cuidar, seja um familiar ou um terceiro, o que é muito comum hoje em dia.

Quando a dependência é suprida por um familiar, este perde sua capacidade laborativa externa também. Pois, terá que tomar conta para não machucarmos, não nos queimar no fogão, não nos deixar ir para rua sozinho, quando acamados nos limpar, trocar nossas roupas, nos alimentar, dar a medicação, escutar nossas histórias, inquietações e outras atitudes correlatas. Até o ponto de extenuação psíquica de nosso familiar.

Ao analisarmos a transferência para terceiros desses cuidados, nos parece confortável num primeiro momento, pois não temos que lidar com as “peripécias” do idoso acometido com a senilidade. Entretanto, as despesas e o planejamento para esta assistência têm que levar em conta que demandam as 24 horas do dia, 7 dias por semana ininterruptamente. Diante de uma legislação trabalhista que limita a jornada de um trabalhador em 8 horas por dia, então a demanda é de 3 profissionais ao longo do dia, durante meses, anos, sem contar os fins de semana e feriados que demandam ainda outros profissionais.

Mas, podendo mesmo assim, ter um cenário de solidão, levando a uma espiral de encarceramento na própria casa.

A ideia de um asilo sempre nos assombrou desde criança. Hoje temos a oportunidade de ver em nossa sociedade uma forma melhorada de cuidados nas casas de longa permanência.

Pesquisando e verificando bem, existem instituições que oferecem um lado muito interessante para que possamos fluir nessa nossa futura fase a que não temos como fugir. Com serviços básicos de higiene, alimentação e administração de medicamentos, as melhores casas complementam com atividades de socialização, recreação, espiritualidade e afeto, quebrando a monotonia e preenchendo o tempo que nos restará.

Existem leis hoje que amparam e determinam os critérios obrigatórios sobre o funcionamento das casas de longa duração. Mesmo assim é importante que se conheça a realidade de cada uma delas, conferir sua rotina, sentir-se bem para termos a tranquilidade de nos hospedar ou a um familiar.

Uma das vantagens interessantes, é de sabermos que estaremos sendo cuidados nas 24 horas do dia nos 7 dias da semana por profissionais que foram preparados para esta assistência. Essa condição é bem melhor que o isolamento muito comum em nossas casas.

O que tiramos que certeza é que um dia veremos nosso reflexo no espelho com um quadro de senilidade, conhecer a alternativa de casas de longa permanência é uma decisão que deve ser pensada para esta fase irrefutável de nossas vidas ou para um de nossos familiares.

Colaboração:

Rodrigo de Oliveira Rodrigues

Engenheiro e pré-idoso

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Lar para Idosos

Casa Cantinho feliz

Rua Ludgero Dolabela, 29 Gutierrez BH (MG)

Informações: (31) 3371-5330

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